Transvestite Outpatient Health Service: victories and challenges

Published: June 16, 2010




O Governo Brasileiro vem desenvolvendo políticas que buscam  atender a singularidade de cada segmento com planos específicos  como o de Enfrentamento do HIV/Aids entre o público de Lésbicas,  Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de 2008 que deu  continuidade as ações do Programa "Brasil sem Homofobia" na luta  pelo direito à dignidade e ao respeito à diferença, sendo reiterado  no lançamento do Plano Nacional de Direitos Humanos LGBT em  2009. No entanto, apesar dos esforços, ainda observamos a  inexistência de um espaço oficial para o reconhecimento das  travestis nos protocolos do Ministério da Saúde o que contribui  para a dificuldade no estabelecimento de um perfil epidemiológico  que facilitaria pensar as políticas públicas específicas para esse  segmento.

 

Considerando tal realidade, desde 2008, entre as ações  do Programa Em Cima do Salto: Saúde, Educação e Cidadania  desenvolvido no interior de Minas Gerias, consolidamos o  Ambulatório intitulado: Saúde das Travestis, com a pretensão de  estabelecer um atendimento de atenção básica e  acompanhamento singular as demandas e problemáticas das  travestis. Nosso objetivo na presente comunicação é apresentar a  organização desse ambulatório e os resultados iniciais que  demonstram demandas especificas frente à prevenção, tratamento  da Aids, das hepatites virais e outras DST´s, bem como relatos  sobre a prática indiscriminada da auto-medicação principalmente  de anticoncepcionais e da penincilina benzatina (benzetacil) que  assumem relevância neste cenário.

 

Mantemos como desafio de  trabalho o desenvolvimento de estratégicas para maior adesão  desse segmento ao serviço prestado junto à necessidade contínua  de capacitação para manter o atendimento qualificado as travestis.

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