The Trans Movement debates citizenship and the right to health in Brazil

Published: November 6, 2012

Cerca de 170 lideranças travestis e transexuais de todo o Brasil estão reunidas para debater o fomento e a avaliação de políticas públicas relacionadas a saúde, educação, justiça, direitos humanos, inclusão social e legislação. As ativistas trans participam do XIX Encontro Nacional de Travestis e Transexuais (Entlaids), que ocorre pela primeira vez em Brasília.

Com foco na conquista da cidadania e pelo fim da transfobia, o Entlaids deste ano traz na programação vários temas relacionados ao direito à saúde e o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde está presente no encontro. Hoje, os painéis foram em torno de políticas para a redução de vulnerabilidades e riscos e saúde integral: especificidades, necessidades e serviços para a população trans. Nesta terça-feira entra em pauta a revisão do papel do controle social na perspectiva da saúde e dos direitos humanos.

Durante o Entlaids, realizam-se também intercâmbio de experiências e formulação de propostas legitimadas pela militância. Representantes de todo o País, envolvidos com trabalhos e experiências de êxito na área da promoção dos direitos humanos e cidadania, participam da troca de experiências e contribuem para estabelecer futuras estratégias que objetivem a redução da transfobia e de outras situações de vulnerabilidades associadas que limitam o exercício da cidadania.

Para o diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, é fundamental que estados, municípios e Governo Federal apoiem e busquem atender as demandas da população trans. “A discriminação sofrida pelas travestis e transexuais e muito mais agressiva do que para outros segmentos, chegando a uma violência acentuada, o que contribuem para que tenham maior dificuldade em acessar os serviços de saúde”, afirma. Barbosa defende a garantia de que essas pessoas tenham voz e direitos. “Para a efetivação de uma sociedade mais justa e igualitária é fundamental que a cidadania possa ser exercida por todos os brasileiros, independentemente da orientação sexual”, completa.

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