Socio-Behavioural Characteristics of young gay men in an MSM cohort in Belo Horizonte, Brazil – 1994-2010

Published: June 16, 2010

Introdução: Projetos de pesquisa e prevenção à Aids têm sido viabilizados pelo governo brasileiro para conter a epidemia. Com relação à população de jovens gays, segundo o Ministério da Saúde, é relevante a tendência de crescimento proporcional entre estes, estendendo-se de forma menos acentuada, até a faixa etária dos 29 anos.  

Desenvolvimento e Métodos:  Ações preventivas, voltadas ao enfrentamento do estigma e discriminação, garantias dos direitos e cidadania, acesso a preservativos e formas de tratamento têm sido empregadas pelo Ministério da Saúde. Dentre essas, o Projeto Horizonte – estudo longitudinal que, desde 1994 acompanha semestralmente, população HSH acima dos 18 anos. Realiza investigação epidemiológica, sócio-comportamental e clínica em estudos preparatórios para vacinas anti-HIV.  Semestralmente os sujeitos (voluntários) recebem durante a coleta de dados, aconselhamento individual e orientações sobre prevenção. Os dados da pesquisa são também abordados nos fóruns de discussão e no seminário anual de avaliação. 

Resultados:  Análise de 1200 voluntários evidenciou diferenças significativas entre os 540 jovens – 18 a 24 anos em relação aos demais: moram com pais/familiares, estudam, não trabalham e possuem ensino fundamental e médio. Tiveram mais relações sexuais com parceiros fixos e ocasionais no último semestre. A maioria com idade inferior a 24 anos nunca fez sexo com mulher, enquanto na faixa 25-35 anos, 67% tiveram parceiras no passado. Em todas as faixas etárias, o uso constante do preservativo foi de aproximadamente 30%, e não houve diferença no uso de álcool. Quanto à motivação para participação em ensaios de vacinas anti-HIV, independente da faixa etária, 51,3% disseram  que seriam voluntários para testes.  

Conclusões: Necessário aprofundamento dos estudos com esta população, investigando-se  mudança no comportamento sexual destes jovens ao longo da coorte e mudanças no perfil dos recém admitidos. Importante a continuidade dos investimentos públicos de pesquisa com ações educativas e na busca por uma maior compreensão dos fatores que tem contribuído para a vulnerabilidade desta população.
 

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