Portuguese learn not to discriminate against homosexuals

Published: November 26, 2010

Portugal tem a partir de hoje, sexta-feira, as suas primeiras forças de segurança e serviços da Justiça formados não só para o atendimento de homossexuais, bissexuais ou pessoas transgénero alvo de ódio homofóbico ou transfóbico, como para o combate a este tipo de crime.

No âmbito do projecto europeu "Rastreio e combate aos crimes de ódio contra pessoas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros)", vários formadores ligados ao Ministério da Justiça, Ministério da Administração Interna, Polícia Judiciária, Polícia Judiciária Militar, PSP, GNR e Serviço de Estrangeiros concluiram, hoje, sexta-feira,  em Lisboa, uma acção de formação coordenada pelo Instituto Dinamarquês dos Direitos Humanos (IDDH), financiada pela Comissão Europeia e monitorizada pela Ilga Portugal.

Segundo Miguel Correia Pinto, da Ilga, a par da Suécia, Dinamarca, França, Roménia, Letónia, Irlanda, Reino Unido e Alemanha, Portugal foi um dos países escolhidos para participar na identificação e monitorização deste tipo de crime. "Sabemos que há ocorrências que envolvem a população LGBT, mas porque não temos dados mais concretos quanto ao seu número e sobre as vítimas? Porque as vítimas não sabem os seus direitos, consideram que se deslocarem a uma esquadra irão ser discriminadas e ao esconder a sua orientação até são capazes de omitir informação importante às autoridades", explicou aquele porta-voz da associação LGBT.

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