People gather to tack the issue of homophobia in the workplace

Published: October 30, 2012

Nesta terça-feira, segundo dia da oficina “Construindo Igualdade e Oportunidade no Mundo do Trabalho – Combatendo a homo/ lesbo/ transfobia”, que acontece em São Paulo até dia 31 de outubro, os participantes, divididos em três grupos, levantaram propostas e ações estratégicas para combater o preconceito, o estigma e a discriminação no ambiente de trabalho. As propostas partem do princípio que promover a diversidade agrega valor à empresa/sindicato e serão discutidas em conjunto e selecionadas na manhã de quarta-feira, último dia do evento. Dentre elas, estão cartilhas listando direitos LGBT (Lésbicas. Gays, Bissexuais e Transexuais) e propostas de reuniões para sensibilização de empresários e direções sindicais.

Os participantes do evento discutiram a necessidade das empresas e centrais sindicais abraçarem publicamente a questão LGBT. “Em uma parada LGBT dos EUA, as grandes empresas desfilam com os seus funcionários gays, lésbicas e transsexuais usando abertamente o nome da empresa, por exemplo””, disse o ativista Beto de Jesus. Os participantes concordaram que no Brasil, embora muitas empresas ou setores tenham muitos funcionários homossexuais, faltam políticas a respeito de diversidade sexual.

Um dos aspectos mais discutidos foi como o preconceito pode afetar a saúde e a produtividade dos funcionários. “Se alguém não pode contar o que fez no fim de semana, se o parceiro liga e não pode identificar-se como tal, isso vai causando um desgaste e um stress no funcionário”, lembraram. Além disso, destacaram que a homofobia diminui a qualidade de vida dos funcionários HIV positivos, e que, portanto, a prevenção das DST/aids deveriam ser pensadas de maneira mais ampla.

Os ativistas enfatizaram também a importância de empresas adotarem o nome social para transexuais, e que isso já é um direito garantido em várias instâncias, sendo necessário mostrar isso a elas. As ações de conscientização e sensibilização para a causa dirigidas aos dirigentes das empresas e direções sindicais foram lembradas como essenciais, assim como parcerias com as universidades e cursos para formação de multiplicadores.

O objetivo do encontro é construir um plano de ação para os dois próximos anos com definição dos instrumentos e estratégias que serão utilizados para o combate do preconceito com a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) e também com ações de redução da vulnerabilidade ao HIV no mundo do trabalho.

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