Homophobia: LGBT movements denounce opportunism in Brazilian presidential elections

Published: October 18, 2010

O homoafetividade é o tema da vez. Os concorrentes à presidência da República José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) disputam o voto evangélico, que ficou sem candidato após Marina Silva cair no primeiro turno. Depois do aborto ser explorado até as últimas, Serra e Dilma foram questionados a respeitos das reivindicações do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). “É muito ruim que essa questão tenha entrado no debate político para servir de acusação de um candidato contra outro e não como plataforma de governo de nenhum dos dois”, diz o presidente eleito da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT) Ideraldo Beltrami.

Na quinta-feira 21, Serra mostrou-se favorável à união estável entre pessoas do mesmo sexo. “Acho que a questão do casamento propriamente dito está ligada às igrejas. A união em torno dos direitos civis já existe, inclusive, na prática, no Judiciário. Eu sou a favor do efeito do direito. Outra coisa é o casamento, que tem o componente religioso. Cabe a igreja decidir sua posição”, afirmou o tucano.

“O que é relativo à religião é o casamento entre homossexuais, união civil é uma questão de direitos civis”, disse a candidata petista em visita ao Piauí. Dilma também encontrou-se com líderes evangélicos, que cobraram a divulgação de uma carta aberta na qual ela se comprometeria a vetar a união homossexual. “O compromisso que assumo, posto que o Brasil é um Estado laico, é de jamais enviar legislação ou sancionar lei ao direito das religiões. O casamento entre homossexuais ou outra opção sexual é algo que ninguém pode interferir”, disse a petista. “Com certeza nenhum dos candidatos vai se mostrar completamente a favor dos direitos do nosso movimento porque vão perder votos, principalmente dos evangélicos”, afirma Beltrami.

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