Healthcare: Transgender perceptions of a city in the interior of So Paulo state

Published: June 16, 2010

Introdução: As relações entre homossexualidade e saúde neste ultimo século  tem sido motivo de debates e controvérsias, tanto no âmbito das  ciências médicas quanto nos movimentos sociais. Durante um  longo período a homossexualidade foi considerada doença, o  advento da Aids, no inicio dos anos 80, serviu para o  recrudescimento de preconceitos contra os homossexuais e,   mesmo depois de 20 anos, as representações sociais que  identificavam os homossexuais ora como vilões ora como vitimas  da Aids, ainda permanecem e fazem com que, individualmente,  continuem a sofrer com os estigmas e preconceitos. Há duas  décadas o Ministério da Saúde vem dando atenção à população de  Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT), desenvolvendo  campanhas de comunicação e ações para visibilidade desta  população como promoção da saúde. Essa pesquisa tem como  objetivo saber como a população de transgêneros está sendo  atendida em serviços de atenção básica à saúde em um município  do interior de São Paulo.

Desenvolvimento e Métodos: Trata-se de um estudo exploratório,  com abordagem metodológica qualitativa, que análise temática dos  dados.  

Resultados: Foram entrevistados nove transgeneros e das falas  destes sujeitos emergiram cinco temas: qualidade da assistência;  freqüência da procura pelo serviço; percepção de diferenças no  atendimento;  preconceitos sofridos e conhecimento dos direitos  como usuário dos serviços de saúde. Embora não seja uma  unanimidade, observa-se que ainda há preconceitos no  atendimento aos transgêneros no município, onde muitas vezes se  esquece do cuidado à saúde do indivíduo, permitindo que  preconceitos e curiosidades pessoais interfiram na qualidade da  assistência fazendo com que esta população deixe de procurar os  serviços de saúde 

Conclusões: O combate a atitudes homofóbicas constitui-se em  um desafio aos profissionais de saúde, exigindo, destes, uma  revisão dos preconceitos e estereótipos que carregam, sendo  preciso conhecer e compreender as diferenças nas necessidades  de saúde da população, de modo que se ofereça uma atenção  menos estigmatizada e mais respeitosa com as diferenças.

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