Health service use among a population of men who have sex with men

Published: June 16, 2010




Os homens acessam menos os serviços de saúde em comparação  às mulheres. Segundo a OMS, essa situação se agrava ao tratar  da população de homens que fazem sexo com homens (HSH), pois  o estigma e discriminação os afastam dos serviços de saúde, o  que pode aumentar a sua vulnerabilidade ao adoecimento. 

 

Objetivo: Descrever o uso dos serviços públicos de prevenção do  HIV/DST, numa população de HSH.

 

Metodologia: Dados coletados  na rede social de 386 HSH em Salvador, Bahia, usando a técnica  de coleta de dados Respondent driven sampling. As análises foram  descritivas e exploratórias. Resultados: Entre os participantes,  57,3% costumam usar serviços de unidades de saúde do  município.  A última consulta médica há um ano ou mais foi  relatada por 55%; 44% relataram testagem para HIV, sendo que  22,7% fizeram o teste há mais de um ano. Entre estes, 27,9%  fizeram na rede publica. Não saber onde o teste do HIV é  oferecido gratuitamente foi relatado por 56%. Retiraram  preservativos no serviço público de saúde 64%. Nunca receberam  algum tipo de material educativo 90,8% e 96,3% nunca  participaram de oficinas ou palestras sobre DST/HIV/Aids.

 

 Conclusão: O uso dos serviços públicos de saúde precisa ser  incentivado na população do estudo. Chama a atenção a alta  frequência dos homens que não vão ao médico há um ano ou mais  e não tiveram acesso ao material educativo, palestras e algum tipo  de informação sobre DST/Aids, aumentando a vulnerabilidade  desta população. A testagem para o HIV ainda esta abaixo da  população geral, sendo positivo o fato de quem o fez, utilizou a  rede pública. Assim é necessário rever as estratégias de educação  em saúde para estes homens, bem como estabelecer um esforço  para inseri-los na rede pública de saúde. O incentivo à testagem  merece atenção especial por ser importante estratégia de  prevenção do HIV/Aids.

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