Alagoas formalizes working group to combat homophobia

Published: December 23, 2011

Alagoas tem agora oficialmente um Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia. A resolução foi assinada nesta sexta-feira (23) pelos secretários da Defesa Social (Seds), Dário Cesar, e da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos, Kátia Born, durante encontro com representantes de grupos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

O grupo de trabalho, que se chama GT de Segurança Pública para LGBT, tem como objetivo trabalhar ações de políticas públicas, desenvolvendo formação e qualificação profissional para os operadores de segurança pública, a exemplo de policiais civis, militares, bombeiros, agentes penitenciários, peritos oficiais e guardas civis municipais.

Com a assinatura da resolução, serão escolhidos os membros natos do GT, que será formado por representantes da Defesa Social, da Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, da Superintendência de Administração Penitenciária e da Perícia Oficial.

No grupo de membros convidados, estão representantes do Poder Judiciário, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Conselho de Direitos da Pessoa Humana e representantes do movimento LGBT, dentre outros.

“Assumo o compromisso de ajudar a mudar essa situação de homofobia. Para isso, é preciso que cada um de nós possa dar nossa contribuição, ajudando a mudar essa cultura de preconceito”, ressaltou o secretário Dário Cesar, salientando que Alagoas será o primeiro Estado a assinar um acordo de cooperação técnica para implementação de políticas de enfrentamento aos crimes homofóbicos.

Agradecendo à Defesa Social pela iniciativa, a secretária da Mulher, Kátia Born, destacou que o grupo de trabalho vai possibilitar a criação de uma rede de proteção à população LGBT. “A criação do grupo de trabalho é um fato histórico em nosso Estado”, disse, acrescentando que o GT passa a acompanhar, caso a caso, os crimes com características homofóbicas.

Segundo o representante da Seds na temática, Araão José, a finalidade da capacitação é preparar os profissionais da segurança para que saibam atuar e atender melhor o público em questão. “A criação do GT é uma luta que já dura mais de três anos, sendo uma solicitação da Secretaria Nacional de Direitos Humanos”, disse ele.

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