Activists praise the increase of HIV testing, but stress importance of vulnerable populations

Published: January 14, 2013

O Ministério da Saúde irá divulgar em breve os resultados da Mobilização Nacional para prevenção e testagem de HIV, sífilis e hepatites virais, promovido na semana do 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. Só para a realização do exame de HIV, foram enviados às capitais mais de 386 mil kits de testes rápidos, informa a Pasta.

No estado de São Paulo, um levantamento feito em 92 cidades que aderiram à Mobilização mostrou a realização de mais de 27 mil testes rápidos para o HIV, sendo que aproximadamente 190 pessoas receberam diagnósticos positivos para o vírus da aids, representando uma média de quase 0,7%.

A importância do diagnostico precoce do HIV é unânime entre profissionais que atuam na área, mas segundo analisa o pesquisador e especialista em Saúde Pública Mário Scheffer, as ações de testagem, cujo objetivo é encontrar as pessoas que estão infectadas e não sabem, seriam mais eficazes se fossem voltadas às populações vulneráveis.

“Ainda temos no Brasil uma epidemia concentrada. Sendo assim, é melhor focarmos o teste em grupos específicos do que dissiparmos para toda a população”, comentou.

Um exemplo do tipo de ação sugerida por Mário foi a testagem voluntária realizada em 2011 pelo projeto Quero Fazer na sede do Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro. Em 867 testes de HIV direcionados aos homens que fazem sexo com homens (HSH), gays e travestis, 16% receberam resultados positivos.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos de aids na população geral de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays da mesma faixa houve aumento de 10,1%. Em 2010, por exemplo, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

Mário defende concentrar as ações de testagem, embora reconheça as dificuldades. “Essas populações não procuram normalmente os serviços de saúde. Por isso seria necessário ir aos lugares onde elas estão”, comentou. “E é preciso também ter cuidado para que estes grupos não sejam estigmatizados novamente”, acrescentou.

Apesar das dificuldades, o especialista enfatiza que é possível obter sucesso com esta ação. “O problema é que atualmente não há política para isso, as ações são gerais. Existe um marketing da testagem. Consequentemente, o resultado final é de poucos diagnósticos positivos”, finaliza.

O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, não vê desta maneira. “Há algumas populações mais afetadas, mas o vírus pode estar por toda a população”, comentou.

Em relação à campanha do último 1º de dezembro, Dirceu explica que a iniciativa do governo não foi criar uma campanha, mas uma mobilização, incentivando a todos a procurarem pelo diagnóstico do HIV e, aos médicos, um reforço para que sempre ofereçam o exame. “Nas consultas, grande parte dos médicos pedem todos os tipos de exame, mas se esquecem de pedir o que detecta o HIV. Precisamos mudar isso. Eu até já marquei uma reunião com o CFM (Conselho Federal de Medicina) para discutir este assunto”, comentou.

No entanto, ele contou à Agência de Notícias da Aids que um dos focos do Departamento, em 2013, será direcionar a oferta do exame para públicos específicos. Para isso, devem ser usadas unidades móveis, como os trailers do Quero Fazer, em diferentes regiões do País. (Saiba mais aqui)

Eduardo Barbosa, diretor adjunto do Departamento, ressalta que o edital atualmente aberto para financiar ações de prevenção durante as comemorações do orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) irá priorizar, entre outros projetos, à realização do teste para o HIV, sífilis e hepatites virais.

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